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SPED – Impacto positivo no “Custo Brasil”

sped A implantação do Sistema Público de Escrituração Digital (SPED) é um avanço na informatização e modernização das relações e processos contábeis e fiscais no Brasil. Até dezembro, mais de 90 setores da economia estarão obrigados a aderir ao SPED e até o final de 2010, praticamente todas as empresas.

Composto por três pilares: Escrituração Fiscal digital, Escrituração Contábil digital e Nota Fiscal Eletrônica (NF-e), o SPED se transformou em ferramenta de competitividade e de agilidade das empresas brasileiras.

A ação conjunta das administrações federal, estaduais e municipais para estabelecimento do SPED institui-se por decreto federal em janeiro de 2007, como parte do PAC (Plano de Aceleração do Crescimento) e, desde então, tem envolvido órgãos públicos, associações e entidades civis, conselhos de classe e empresas do setor privado na construção conjunta do projeto.

Tributário: Iniciado em 2006, projeto só deslanchou nos Estados de São Paulo e Amazonas

nota-fiscal A Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) ainda é um mistério para uma parte considerável das empresas brasileiras. A adesão ao projeto deslanchou em São Paulo e no Amazonas. Nos demais Estados, o percentual de participação dos empresários obrigados a emitir o documento varia entre 40% e 60%, segundo o coordenador técnico nacional do projeto, Álvaro Bahia. A NF-e já é obrigatória para empresas em mais de cem atividades econômicas.

O baixo percentual de adesão das empresas à NF-e não preocupa o coordenador do projeto, iniciado de forma experimental em 2006. "Essas empresas terão que se adaptar de uma forma ou de outra. Até porque deve haver uma atuação mais firme da fiscalização e o próprio mercado passará a pressionar pela adesão", diz Bahia.

Varejo estuda Certificação Digital

A Camara-e.net (Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico) defende o uso da Certificação digital de acordo com as normas do ICP-Brasil, mas essa é uma decisão tecnológica que ainda está em fase de debate dentro do Comitê do Varejo Online da instituição.

Gerson Rolim Gerson Rolim, diretor executivo da Camara-e.net, explica que já há consenso entre os 18 varejistas associados de que a Identidade Digital é responsabilidade do governo e não haverá investimento das lojas virtuais no sentido de emitirem certificados digitais para os atuais 13,2 milhões internautas que compram online. Outra posição adotada é de que o varejo vai preparar suas lojas virtuais para certificação digital. “Acredito que nos próximos 24 meses haverá essa alternativa na maioria das lojas dos nossos associados”, prevê Rolim.

Cloud computing deixa TI mais estratégica, diz Nicholas Carr

Para o especialista, há uma tendência de as infraestruturas tecnológicas virarem serviços, a exemplo do que ocorreu com a energia elétrica.

Nicholas Carr O professor do MIT (Massachusetts Institute of Technology) e autor do livro "Será que TI é tudo?", Nicholas Carr, defendeu que o cloud computing(computação em nuvem) deve gerar uma ruptura nos modelos de negócio e de gestão das empresas. "O mundo está mudando", profetizou o especialista na abertura de sua apresentação durante o evento sobre gestão ExpoManagement 2009, que acontece na cidade de São Paulo.

Para os departamentos de TI, a boa notícia, de acordo com Carr, é que o cloud computing vai permitir que os profissionais dediquem mais tempo a tarefas estratégicas, na medida em que boa parte das tarefas operacionais passam a ser executadas por terceiros. Apesar disso, ele afirmou que o modelo representa um desafio para os CIOs: integrar as plataformas em nuvem aos dispositivos móveis, para que colaboradores e clientes acessem informações e se relacionem com a empresa.

IOB News